Em 1973, ao fazer 18 anos já na faculdade de Psicologia, minha mãe, que na época trabalhava na Secretaria de Bem Estar Social da Prefeitura de São Paulo, chegou com a informação que haveria um processo seletivo para estagiários. Nunca havia trabalhado, a expectativa era grande. Passei por várias entrevistas e testes psicológicos, e após 15 dias a resposta, fui aprovada. Havia me saído muito bem e iria começar. Apresentei-me na Secretaria e logo muito cedo, após rápidas orientações, compus uma equipe que estava já de saída para Carapicuíba. Juntamente com os órgãos competentes e legais, o projeto criou uma caravana itinerante que: registrava as pessoas, tirava a cédula de identidade, carteira de trabalho e realizava casamentos nas favelas de São Paulo. Eu fazia parte. Não podia acreditar que milhares de pessoas vindas de estados tão longínquos nunca haviam sequer sido registradas. Filas imensas, mulheres, homens e crianças. Minha alma nesse momento fez um compromisso: vou fazer a diferença para os que não puderam ainda existir como cidadãos.
Nos 14 anos que se seguiram pudemos participar de equipes multidisciplinares, com Marta Terezinha Godinho, Luiza Erundina , entre outros, que se formavam para discutir, elaborar e sistematizar projetos de:
Desfavelamento da cidade de São Paulo. Participamos dentre vários outros, no desfavelamento da favela da Barra Funda para a construção do Hospital Escola Júlio de Mesquita Filho. Uma das maiores. A concepção estrutural e pedagógica das quase 100 creches implantadas a partir de 1981 em vários bairros da periferia de São Paulo, Direção da Creche do Jardim Umarizal, na zona sul de SP, Orientadora do Projeto Sócio Educativo ao Menor – OSEM.
Em 1985 convidada a ser banca por Notório Saber.Conduzimos o Concurso Público, na cidade de Jundiaí-SP para Orientador e Educador Social, na seleção de profissionais com formação universitária, aptos para trabalharem com meninos de rua. Através de grupos de estudos trouxemos novas técnicas e teorias para dentro da organização municipal paulistana, como o grupo da França para discussão da Pedagogia de Frenet, assim como da Argentina com estudiosos da 1ª Escola de Grupo Operativo de Pichòn Rivière. Já em 2001, com o grupo de trabalho que hoje constitui o Conselho Administrativo e Fiscal do Instituto Gama da Silveira, pudemos colaborar em Tangará da Serra-MT, com o Projeto Pequeno Cidadão, conduzido tão brilhantemente pelo Major Henrique da Polícia Militar, atualmente compondo a Casa Civil em Cuiabá.
No Pequeno Cidadão pudemos oferecer corpo ao projeto, assim como atuar de forma integrada disponibilizando laboratórios de informática, instrumentos para fanfarra, bicicletas entre outras iniciativas, como orientação psico-pedagógica.
Atualmente a frente da UNISAT, empresa de caráter educacional, o Conselho Administrativo como Fiscal do Instituto Gama, apóia movimentos culturais, sociais e educacionais em Cuiabá, culminando com a efetivação do Instituto Gama da Silveira, que através de seu objetivo institucional amplia, solidifica e permite que muitas pessoas como você, que quer participar verdadeiramente de projetos educacionais, culturais e assistenciais possa engajar-se imediatamente.
Entre, inscreva-se e faça parte dessa história de união e muito trabalho, colhendo esperança e alegria!

Isabel Silveira
A finalidade do INSTITUTO GAMA DA SILVEIRA consistem em: